♥Carol♥Rosa♥Choque♥

Sunday, October 31, 2004

 

posted by carolrosachoque at 21:59 | link | comments (1)

*Frases de Oscar Wilde*- Demais!!
Always forgive your enemies; nothing annoys them so much.
I am not young enough to know everything.
I think that God in creating Man somewhat overestimated his ability.
I was working on the proof of one of my poems all the morning, and took out a comma. In the afternoon I put it back again.
Illusion is the first of all pleasures.
It is a very sad thing that nowadays there is so little useless information.
Morality, like art, means drawing a line someplace.
One should always play fairly when one has the winning cards.
Seriousness is the only refuge of the shallow.
The only thing to do with good advice is pass it on. It is never any use to oneself.
The true mystery of the world is the visible, not the invisible.
Whenever people agree with me I always feel I must be wrong.
Why was I born with such contemporaries?
When the gods wish to punish us, they answer our prayers.

posted by carolrosachoque at 16:25 | link | comments (1)

"O Pássaro Azul" vai passar hoje no Telecine Classic, um de meus filmes preferidos na infância!!! Assistia toda vez que passava na sessão da tarde!! Quando morei nos EUA procurei muito por este filme, mas não consegui encontrar, até que enfim vou poder reassisti-lo

posted by carolrosachoque at 11:37 | link | comments (1)

Saturday, October 30, 2004

Voltei, mais cedo do que o esperado, que bom !!! Com a ajuda de minha mãe e trabalhando 12 hrs em média por dia, conseguimos adiantar bem o vestido da Flávia para o casamento e das daminhas também, agora só resta bordar, ficaram super felizes com o resultado e nós mais ainda, o casamento será dia 20 de novembro e podemos respirar mais aliviadas pois a pior parte já foi feita. Esta semana foi dia de São Judas Tadeu, um de meus santinhos favoritos, e hoje fazem 28 anos que meus pais se casaram!!! Parabéns para vocês, amo vocês!!! Não deixaram eu colocar fotos do casamento nos flogs, então coloquei as de Halloween que passei nos EUA em 2000, muito gostoso!! Minha irmã conseguiu criar novos fotologs para mim, mas não tenho idéia como!! Pois tentei por dias e não consegui, enfim, agora resta me arrumar mais fotos para colocar lá rs Quantas fotos hein? Quero só ver para atualizar tudo isto, e estou bastante atrasada, ainda tenho que trabalhar hoje...ufa!! Mas graças ao bom Deus né, adoro estar atarefada!! Genteeeeeee não acredito que o Carlo Mossy deixou um comentário em meu blog, estou sonhando??? Deixa eu ler novamente...que presentaço!!! Te amo demais Carlo!! Acaso passe por aqui novamente, por favor me envie seu email, gostaria muito de te escrever!! Vou checar seu site Está não somente em minha seleção de atores preferidos e no primeiro lugar, mas também como em muitas das minhas seleções , você é o máximo!!! Gente, que emoção, saber que meus ídolos (as) sabem de minha existência, maravilhoso !!! Vejo também novos amigos por aqui, vou me apressar e postar logo isso, é que estou emocionada...nas nuvens!!! Beijos a todos!!!

 

posted by carolrosachoque at 14:24 | link | comments

Friday, October 22, 2004

posted by carolrosachoque at 23:02 | link | comments (8)

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Thursday, October 21, 2004

posted by carolrosachoque at 02:02 | link | comments (1)

Quem assistiu a emocionante entrevista com a atriz Wilza Carla anteontem na Luciana Gimenez?
Chorei muito ao ver o descaso com os quais muito de nossos artistas são tratados aqui no Brasil,
pessoas que por muito tempo trouxeram alegrias ao povo e audiência para muitas emissoras,
hoje são esquecidos, ignorados... Uma grande tristeza!! Será que um dia isso vai mudar? Quando
será que muitas pessoas importantes neste país deixarão de ser egoístas e ajudarão mais ao próximo?
É sempre assim, quando estamos no bem bom, todo mundo vem cheirar atrás, quando passamos por
dificuldades somente os verdadeiros amigos nos ajudam. E isso não acontece somente com artistas não.
Enfim, voltando a Wilza Carla, fiquei tristérrima pois uma pessoa que teve tanto brilho, foi tão bonita,
atriz, bailarina, deu tantas alegrias a tantos carnavais (que infelizmente não pude conferir pois foi
antes de eu nascer mas como pessoa bem informada culturamente da vida de meu país, sei muito bem)
foi ficar justamente assim, sem nem ao menos poder esticar as pernas para andar...chorei muito. Não é
justo. Este país ao mesmo tempo que é maravilhoso, é também muito ingrato por causa dos governantes
e pessoas maldosas e egoístas. Infelizmente. Espero que ela consiga a ajuda necessária e talvez volte
a andar. Tivesse eu dinheiro suficiente, a ajudaria, e fosse eu milionária, faria um programa com todos
esses artistas que foram esquecidos e atualmente são ignorados pela mídia. Mas é um grande sonho, e
somente isso. Com a atual situação econômica do país, só ganhando na loteria mesmo :-( nem por isso
deixo de ajudar a quem precisa, embora com muito pouco acho que é muito válido, pois amanhã talvez
seja eu quem precise de ajuda né?
*Beijos a todos*


















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Wednesday, October 20, 2004

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Sunday, October 17, 2004

posted by carolrosachoque at 15:22 | link | comments (1)

Chega o dia em que não é mais necessário mentir para descrever o panorama de uma existência agradável e prazerosa. A mentira pode ter sido paradoxalmente honesta, porque é expressão de um desejo. Mas a prática do prazer supera a mentira.

posted by carolrosachoque at 14:09 | link | comments

Saturday, October 16, 2004

Hoje é Dia de Santa Edwiges

Santa Edwiges nasceu na Bavária, por volta do ano 1174. Aos 12 anos casou-se com o duque da Silésia, Henrique I. Foi mãe de seis filhos. Uma mulher marcada pelo sofrimento diante da morte, pois viu seus filhos morrerem um a um, ficando viva apenas uma filha, Gertrudes. Dedicou-se inteiramente ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitava hospitais, amparava a juventude carente, educando-a e instruindo-a na fé cristã, cuidando dos leprosos ... Quando seu marido morreu, ela se retirou para o convento, onde sua filha Gertrudes era abadessa. Passou os restos de seus dias na austeridade. Morreu no mosteiro de Trebnitz, no ano 1243.


ORAÇÃO - Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o Socorro dos Endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente preciso: (fazer o pedido). Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna. Santa Edwiges, rogai por nós. Amém.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz.



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* A pressa é inimiga da conexão!

* Amigos, amigos, senhas à parte.

* Antes só do que em chats aborrecidos!

* Arquivo dado não se olha o formato!

* Diga-me qual a sala de chat que você freqüenta e te direi quem és!

* Para todo bom provedor uma senha basta.

* Não adianta chorar sobre o arquivo deletado.

* Em briga de namorados virtuais, não se mete o mouse!

* Em casa de programador, o espeto é de par trançado!

* Em terra off-line, quem tem 486 é rei!

* Hacker que ladra, não morde!

* Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando...

* Mouse sujo se limpa em casa!

* Melhor prevenir que formatar.

* O barato sai caro e lento...

* Programa velho é que faz site bom...

* Quando a esmola é demais, o santo desconfia que veio algum vírus anexado!

* Quando um não quer dois não teclam!

* Quem ama um 486, Pentium 4 lhe parece!

* Quem clica seus males multiplica!

* Quem com vírus infecta, com vírus será infectado!

* Quem envia o que quer, recebe o que não quer!

* Quem não tem banda larga, caça com modem!

* Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla!

* Quem semeia e-mails, colhe SPAM!

* Quem tem dedo vai a Roma.com!

* Um é pouco, dois é bom, três é chat!

* Vão-se os arquivos e ficam os back-ups!

* Vírus no winchester dos outros é refresh!
























































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Friday, October 15, 2004

Quem assistiu Luciana Gimenez ontem? Adorei!! Passou um "Vai Encarar" com a atriz Helena Ramos, mas o saco foi que só deram menos de 20 minutinhos para ela enquanto que para a Gretchen deram mais de uma hora, injustiça!! Haha!! Já enviei email ao programa, quero mais Helena Ramos!! Esta foto é uma cena de um de meus filmes favoritos da pornochanchada, feito pelo Sílvio de Abreu- Mulher Objeto.

posted by carolrosachoque at 23:22 | link | comments (2)

Amanhã é dia de Santa Teresinha e é dia dos professores também, parabéns a todos professores e professoras deste maravilhoso Brasil, em especial minha mamãezinha linda que é professora também, mas não exerce mais a profissão. Exerceu antes de eu nascer e um pouco depois, preferiu com muita honra se dedicar a mim que eu era muito doentinha quando pequena e a minha irmã depois, mas mesmo assim para mim ela é a melhor professora do mundo!!! Mamãe te amo, parabéns pelo seu dia viu entre tantos outros!! Todo dia é dia da mamãe!!! Nossas mamães são tudo né gente!! Veja só, eu entrei com 6 anos na escola e era muito novinha, foi dificil, mas com a ajuda dela consegui, nunca repeti um ano, era todo dia marcação chata para fazer lição mas valeu a pena, hoje adoro ler principalmente e escrever, além de muitas outras coisas que foram incentivadas pela minha mãe e pelo meu pai também. Meu pai mesmo não sendo diplomado professor, pra mim também foi professor rs

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Thursday, October 14, 2004

Estas vão para meus amigos Bruno e Fábio que amam Barbies:

posted by carolrosachoque at 00:38 | link | comments (1)

Wednesday, October 13, 2004

Não digas tudo que sabes,
não faças tudo que podes,
não acredites em tudo que ouves,
não gastes tudo que tens,

porque:
Quem diz tudo que sabe,
quem faz tudo que pode,
quem acredita em tudo que ouve,
quem gasta tudo o que tem,
muitas vezes:

Diz o que não convém,
faz o que não deve,
julga o que não vê,
gasta o que não pode.

















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Tuesday, October 12, 2004

Feliz Dia das Crianças e Feliz Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Nosso Maravilhoso País!!

posted by carolrosachoque at 13:27 | link | comments (3)

*Que tristeza*

Perdemos hoje duas pessoas maravilhosas no mundo artístico, em primeiro lugar gostaria de citar Fernando Sabino, um escritor que adoro e cujos livros leio desde a infância, O Homem Nú foi um dos primeiros que li, eu e minha amiga de infância Viviane achamos quando ambas tinhamos 8 anos de idade entre as coisas de meu tio e minha mãe na casa de minha avó onde brincávamos todas as tardes, lembro me que ficamos nossa, muito curiosas para saber o conteúdo do livro e minha mãe quando vinha ver o que estávamos fazendo escondíamos o livro rs Esta semana mesmo postei um conto dele aqui e estava procurando na biblioteca uma das crônicas que ele escreveu que fez parte do filme "Crônicas da Cidade Amada" o qual eu estava comentando com meu amigo Roberto...FERNANDO SABINO VOCÊ FARÁ MUITA FALTA EM NOSSO BRASIL MAS ESTARÁ SEMPRE VIVO EM SEUS LIVROS E EM NOSSOS CORAÇÕES!!! SEMPRE!!! Adorei o que ele disse para escrever na lápide dele: Fernando Sabino- Nasceu Homem e Morreu Menino. Lindo...Vou parar por aqui para não chorar mais...

A outra notícia triste foi a do Christopher Reeve, aquele homem lindo e que infelizmente o destino pregou uma peça...morreu jovem ainda, mas sempre ficará na lembrança de todos como um homem lutador, que jamais desistiu, nem na última hora de tentar...Fico lembrando dos filmes dele com muita nostalgia especialmente agora, adorava aquele em que ele voltava no tempo para encontrar sua amada...

Ambos são vencedores e estão no céu com certeza e sempre serão lembrados com muito carinho por muitas pessoas!!!

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Os astros e o Dia das Crianças

Quem acha que criança é tudo igual está muito enganado. A história de que menina brinca de boneca e menino de carrinho ficou para trás. Os astros são determinantes na hora de definir qual a personalidade e os gostos de qualquer pessoa. Por isso, eles também definem como uma criança vai brincar e de que tipo de brinquedo ela gosta mais.

O signo solar de cada um dos pimpolhos pode ser essencial na hora de escolher o presente do Dia das Crianças. Eles podem dizer muito mais que o sexo sobre os gostos dos baixinhos. Fique atento e não erre.

ÁRIES

A criança ariana é muito decidida. Nas brincadeiras com os amigos ela pode ser autoritária. A melhor maneira de lidar com isso é ensinar que o mundo não pode viver em função de suas vontades.A criança desse signo exercerá liderança sobre as outras.

Ela gosta de ação. Portanto, escolha atividades onde ela possa dar vazão a toda a sua energia. Praticar esportes é fundamental para ensiná-la a competir de modo sadio. Dê preferência àqueles em equipe, pois também vão ajudá-la a relacionar-se. Parques de diversões, colônia de férias e acampamentos são altamente recomendados. Os brinquedos preferidos são bola de futebol, carrinhos, autorama, bateria e luvas de boxe.

TOURO

Essa criança tem necessidade de contato físico. Em geral, ela é meiga e por isso tem grande poder de persuasão sobre os adultos. Mas também pode ser teimosa e ciumenta. Ensine-a dividir e evite fazer todas as suas vontades.

Essa criança vai buscar brincadeiras em que possa pegar, fazer, construir. Ela gosta de brinquedos de montar, de fazer castelos de areia. Não sente necessidade de liderar, mas não deixa de impor sua vontade. Ela não é dada a emoções fortes, portanto, programas calmos e/ou que permitam contato com a terra são perfeitos. Certamente fará sucesso massinha de modelar, vara de pescar, kit-praia e jogos como Banco Imobiliário.

GÊMEOS

Essa criança é particularmente muito curiosa por isso vai estar sempre perguntando e interagindo com o mundo ao redor, mesmo que não pareça. Algumas vezes pode contar mentiras com a maior naturalidade. Embora pequenas mentiras sirvam para deixar uma história mais interessante, deixe claro que há horas que não são para brincadeiras. Ensine a ela a ter limites na hora de utilizar sua esperteza.

O geminiano adora jogos que exijam inteligência, comunicação e brincadeiras que utilizem palavras. Tem facilidade em se relacionar e gosta de formar parcerias. Diverte-se também com livros e programas de TV. Atividades que exijam rapidez e agilidade mentais bem como jogos de perguntas e respostas têm tudo a ver com ela. Os brinquedos mais populares entre eles são raquetes de ping-pong, livros de atividades como palavras-cruzadas e jogos de perguntas e respostas como Show do Milhão.

CÂNCER

É uma criança caseira. Por essa razão, pode custar a se entrosar com outras crianças. No entanto, quando sai da toca se liga a alguém e é fiel. Está sempre atrás da companhia dos pais e é muito carinhosa. Também tem um temperamento bastante emotivo e pode se magoar facilmente. Os meninos podem não ser tão "machões" quanto lhes é cobrado. Encoraje-a fazer coisas novas. Se a criança ficar muito chorona coloque limites.

Essa criança brinca buscando uma ligação entre ela e as outras. Ela gosta muito das brincadeiras tradicionais, como pular corda, bater as palmas das mãos e brincar de casinha. Ela adora cuidar de plantas, de um bichinho de estimação ou de um irmãozinho mais novo. O quarto dela deve ser o mais aconchegante possível, pois ela vai passar muito tempo lá. Na decoração não podem faltar um mural de fotos e caixas para guardar recordações de amigos, passeios e coleções. Cancerianos adoram colecionar! Para brincar, os melhores brinquedos são jogo da memória, máquina fotográfica, carrinho de bebê, casinha, carrinho de compras e kit-cozinha.

LEÃO

Ao mesmo tempo em que é orgulhoso, o pequeno leonino também é sensível. Tem necessidade de se destacar, por isso torna-se autoritário quando isso não acontece. Quando perceber está ditando regras, explique a ele que cada um tem um jeito, e que ele precisa respeitar. Mas nunca o humilhe na frente de outras crianças.

Terá atração natural pelo teatro e brincadeiras com fantoches. Pode gostar de brincar que é um personagem, como os de livros de história. Atividades ao ar livre e com outras crianças são ideais. Ela precisa de platéia e vai convocar amigos, familiares ou quem mais estiver por perto para aplaudi-la! Aulas de teatro, dança e o que mais que possa levá-la ao palco têm tudo a ver. Os brinquedos preferidos são microfone, videokê, brinquedos que pisquem e brilhem. Para as meninas kit de contas para montar bijuterias.

VIRGEM

A criança virginiana quer saber como o mundo funciona. Ela se sente bem situada em uma rotina, sabendo o que irá fazer daqui a uma hora. Porém, muitas vezes ela poderá ser excessivamente crítica quando as coisas estiverem fora de lugar. Explique que algumas coisas não precisam de regras. Quando ela se tornar muito crítica, faça-a entender que nem tudo pode ser como desejamos.

Essa criança gosta de desafios mentais e de jogos que permitam ordenar o mundo. Em geral, só se solta em uma brincadeira quando conhece bem as regras. Quebra-cabeças, jogos de construção e microscópio também são adequados assim como plantar e cuidar de plantas. Uma boa dica é ter um animal de estimação. Além de ocupá-la com seus cuidados a ajudará a desenvolver a afetividade. Os virginianos adoram brincar com quebra-cabeças, jogos de encaixe como Lego e kit-veterinário.

LIBRA

A criança libriana é sociável. Ela poderá ter dificuldade em fazer escolhas e também em impor a sua personalidade por medo de desagradar e ficar sozinha. Ensine-a que decisões nem sempre são questões de vida ou morte e que temos que nos acostumar a fazer escolhas e errar.

O pequeno libriano adora brincadeiras com parcerias e interação. Para começar convide um amigo para o programa. . Ela tem uma queda natural para as artes por isso gosta de pintar e desenhar. Visitas a galerias de arte e museus podem ser boas dicas. Jogos que requeiram estratégia e decisão tais como damas e xadrez são interessantes também. Filmes de temas leves também são bem vindos. Quanto aos livros: prefira aqueles com belas ilustrações. Ela tem uma queda natural para as artes por isso gosta de pintar e desenhar. Para brincar aposte em walkie-talkie, raquetes de frescoball, lápis de cor e tintas. Para as meninas: kit-maquilagem.

ESCORPIÃO

A criança escorpiana é emocional, porém sempre tenta conter isso. Ela reage a tudo com paixão ou repulsa, mesmo que se mostre indiferente. Tem certo desprezo pela fraqueza, podendo humilhar outras ou ela mesma se sentir má. Ensine-o a tolerar pessoas de quem não gosta, explicando que o mundo não tem pessoas idênticas.Diga a ela que ela não é má, mas que todos fazemos algo errado e podemos corrigir.

Essa criança gosta de brincadeiras de esconder, investigar e de usar astúcia. Gosta de jogos que exijam observação e perspicácia. Eventualmente, também pode gostar de brincadeiras que testem resistência física Ela não tem facilidade em se enturmar, por isso escolhe seus amigos com critério. De todas as crianças, essa é a que mais vai gostar de brincadeiras de conteúdo erótico, como a do médico. Prepare-se para lidar com essa curiosidade sem preconceitos. Os brinquedos bem sucedidos serão Laboratório de química, microscópio, kit-médico e jogos de adivinhação como Detetive e Imagem e Ação.

SAGITÁRIO

Inquieta e sincera, muitas vezes pode falar coisas que não devia ou passar dos limites em uma brincadeira. Pode ter o quarto desorganizado e ser meio desligada na escola. Faz aquilo que gosta, e não o que precisa. Imponha limites.

Gosta de esportes, de brincadeiras desafiadoras e de passeios de exploração. As meninas não ficam em casa e tem facilidade em brincar com meninos. As crianças sagitarianas adoram filmes ou narrativas que permitam viver aventuras mesmo que imaginárias. Dê a eles pipas, frisbees, livros de aventuras ou piadas, arco-e-flecha, bicicleta e patins.

CAPRICÓRNIO

Em geral, ela tende a respeitar os pais e os adultos, menos quando sente que eles não têm autoridade suficiente. Ela é resistente e não se deixa intimidar facilmente. Como é muito obstinada, ensine-a a ser menos rígida consigo mesma e com os outros. Ela gosta de estar só, mas você deve estimulá-la a relacionar-se com outras crianças para não reforçar a tendência natural para o isolamento. Mas planeje com antecedência. Não a surpreenda com programas de última hora, pois eles geram ansiedade e resistência.

Brinca com grande concentração. Gosta de brincadeiras com regras claras, em que seja possível saber o que cada um vai fazer e quando, por isso se interessa por brincadeiras conduzidas por adultos. Os jogos de estratégia também são bem recebidos.

AQUÁRIO

Inquieta e imprevisível, a criança aquariana está sempre procurando algo para fazer e fazendo perguntas difíceis. Seja coerente com ela, caso contrário, ela irá questioná-lo e desobedecê-lo. Quando ela se tornar muito agitada, converse. Incentivar sua criatividade também é muito importante.

Essa criança quer brincar de coisas excitantes e fazer brincadeiras originais. É muito inventiva e criativa. A criança aquariana tem atração por brinquedos tecnológicos, como videogames e computadores. Idas ao Planetário, museus de História Natural e Antropologia também serão muito apreciados. Para brincar escolha luneta, videogame e computador.

PEIXES

Sonhadora, de temperamento introspectivo e sensível. Muitas vezes, a criança pisciniana sente medo da vida. Respeite sua delicadeza e imaginação. Quando ela se magoar ou chorar à toa, console-a.

O pequeno pisciniano vai pedir várias vezes para ver novamente um mesmo desenho animado, pois já sabe o que vai acontecer e se sente segura. Essa criança gosta de desenhar, pintar e criar seu mundo ideal. Também gosta de objetos que permitam fazer som e adora brincar na água. Mágicas, kit-piscina, vídeos e fantasias terão preferência.




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Sunday, October 10, 2004

*Vou recorrer ao meu anjinho da guarda*

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*Na Base do Secador* para entrar online!!!

 

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Saturday, October 09, 2004

TARDE DE SÁBADO- Cecília Meirelles

A tardezinha de sábado, um pouco cinzenta, um pouco fria, parece não possuir nada de muito particular para ninguém. Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes. Apesar da fresquidão, as mocinhas trazem nos pés sandálias douradas, enquanto agasalham a cabeça em echarpes de muitas voltas.

Tudo isso é rotina. Há um certo ar de monotonia por toda parte. O bondinho do Pão de Açúcar lá vai cumprindo o seu destino turístico, e moços bem falantes explicam, de lápis na mão, em seus escritórios coloridos e envidraçados, apartamentos que vão ser construídos em poucos meses, com tantos andares, vista para todos os lados, vestíbulos de mármore, tanto de entrada, mais tantas prestações, sem reajustamento — o melhor emprego de capital jamais oferecido!

Em alguma ruazinha simpática, com árvores e sossego, ainda há crianças deslumbradas a comerem aquele algodão de açúcar que de repente coloca na paisagem carioca uma pincelada oriental. E há os avós de olhos filosóficos, a conduzirem pela mão a netinha que ensaia os primeiros passeios, como uma bailarina principiante a equilibrar-se nas pontas dos sapatinhos brancos.

Andam barquinhos pela baía, com um raio de sol a brilhar nas velas; há uns pescadores carregados de linhas, samburás, caniços, muito compenetrados da sua perícia; há famílias inteiras que não se sabe de onde vêm nem se pode imaginar para onde vão, e que ocupam muito lugar na calçada, com a boca cheia de coisas que devem ser balas, caramelos, pipocas, que passam de uma bochecha para a outra e lhes devem causar uma delícia infinita.

Depois aparecem muitas pessoas bem vestidas, cavalheiros com sapatos reluzentes, senhoras com roupas de renda e chapéus imensos que a brisa da tarde procura docemente arrebatar. Há risos, pulseiras que brilham, anéis que faíscam, muita alegria: pois não há mesmo nada mais divertido que uma pessoa toda coberta de sedas, plumas e flores, a lutar com o vento maroto, irreverente e pagão.

E depois são as belas igrejas acesas, todas ornamentadas, atapetadas, como jardins brancos de grandes ramos floridos

Por uma rua transversal, está chegando um carro. E dentro dele vem a noiva, que não se pode ver, pois está coberta de cascatas de véus, como se viajasse dentro da Via-láctea. Todos param e olham, inutilmente. Ela é a misteriosa dona dessa tardezinha de sábado, que parecia simples, apenas um pouco cinzenta, um pouco fria. E a moça que vem, com a alma cheia de interrogações, para transformar seus dias de menina e adolescente, despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades. É uma transição de tempos, de mundos. Mas os convidados a esperam felizes, e ela não terá que pensar nisso. Ela mal se lembra que é sábado, que é o dia de seu casamento, que há padrinhos e convidados. E quando a cerimônia chegar ao apogeu, talvez nem se lembre de quem é: separada dos acontecimentos da terra, subitamente incorporada ao giro do Universo.


Texto extraído do livro "Escolha o seu sonho", Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 100.














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"Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais,

porque o reino dos céus é daqueles que são como elas"

Mt 19,14

 

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Friday, October 08, 2004

 

Livro que peguei hoje na biblioteca para ler!!!

Viva o Brasil e a Itália mesmo!!!

Alcântara Machado

BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA

À memória
de
LEMMO LEMMI
(VOLTOLINO)
e ao triunfo dos novos mamalucos.

ALFREDO MÁRIO GUASTINI
VICENTE RAO
ANTÔNIO AUGUSTO COVELLO
PAULO MENOTTI DEL PICCHIA
NICOLAU NASO
FLAMINIO FÁVERO
VICTOR BRECHERET
ANITA MALFATTI
MÁRIO GRACIOTTI
CONDE FRANCISCO MATARAZZO JÚNIOR
FRANCISCO PATI
SUD MENUCCI
FRANCISCO MIGNONE
MENOTTI SAINATTI
HERIBALDO SICILIANO
TERESA DI MARZO
BIANCO SPARTACO GAMBINI
ITALO HUGO

SAN VINCENZO È L'VLTIMA COLONIA DE' PORTOGHESI: E PERCHE È IN VN PAESE LONTANISSIMO, VI SI SOGLIONO CONDENNARE QUEI, CHE IN PORTOGALLO HANNO MERITATO LA GALERA, Ò COSE TALI.

GIOVANNI BOTERO. Le relatione
universali. In
Brescia. 1595.

ESTA É A PÁTRIA DOS NOSSOS DESCENDENTES

CONDE FRANCISCO MATARAZZO.
Discurso de saudação ao Dr. Washington Luís.
São Paulo. 1926

ARTIGO DE FUNDO

Assim como quem nasce homem de bem deve ter a fronte altiva, quem nasce jornal deve ter artigo de fundo. A fachada explica o resto.

Este livro não nasceu livro: nasceu jornal. Estes contos não nasceram contos: nasceram notícias. E este prefácio portanto também não nasceu prefácio: nasceu artigo de fundo.

Brás, Bexiga e Barra Funda é o órgão dos ítalo-brasileiros de São Paulo.

Durante muito tempo a nacionalidade viveu da mescla de três raças que os poetas xingaram de tristes: as três raças tristes.

A primeira, as caravelas descobridoras encontraram aqui comendo gente e desdenhosa de "mostrar suas vergonhas". A segunda veio nas caravelas. Logo os machos sacudidos desta se enamoraram das moças "bem gentis" daquela, que tinham cabelos "mui pretos, compridos pelas espadoas".

E nasceram os primeiros mamalucos.

A terceira veio nos porões dos navios negreiros trabalhar o solo e servir a gente. Trazendo outras moças gentis, mucamas, mucambas, munibandas, macumas.

E nasceram os segundos mamalucos.

E os mamalucos das duas fornadas deram o empurrão inicial no Brasil. O colosso começou a rolar.

Então os transatlânticos trouxeram da Europa outras raças aventureiras. Entre elas uma alegre que pisou na terra paulista cantando e na terra brotou e se alastrou como aquela planta também imigrante que há duzentos anos veio fundar a riqueza brasileira.

Do consórcio da gente imigrante com o ambiente, do consórcio da gente imigrante com a indígena nasceram os novos mamalucos.

Nasceram os intalianinhos.

O Gaetaninho.

A Carmela.

Brasileiros e paulistas. Até bandeirantes.

E o colosso continuou rolando.

No começo a arrogância indígena perguntou meio zangada:

Carcamano pé-de-chumbo
Calcanhar de frigideira
Quem te deu a confiança
De casar com brasileira?

O pé-de-chumbo poderia responder tirando o cachimbo da boca e cuspindo de lado: A brasileira, per Bacco!

Mas não disse nada. Adaptou-se. Trabalhou. Integrou-se. Prosperou.

E o negro violeiro cantou assim:

Italiano grita
Brasileiro fala
Viva o Brasil
E a bandeira da Itália!

Brás, Bexiga e Barra Funda, como membro da livre imprensa que é, tenta fixar tão somente alguns aspectos da vida trabalhadeira, íntima e quotidiana desses novos mestiços nacionais e nacionalistas. É um jornal. Mais nada. Notícia. Só. Não tem partido nem ideal. Não comenta. Não discute. Não aprofunda.

Principalmente não aprofunda. Em suas colunas não se encontra uma única linha de doutrina. Tudo são fatos diversos. Acontecimentos de crônica urbana. Episódios de rua. O aspecto étnico-social dessa novíssima raça de gigantes encontrará amanhã o seu historiador. E será então analisado e pesado num livro.

Brás, Bexiga e Barra Funda não é um livro.

Inscrevendo em sua coluna de honra os nomes de alguns ítalo-brasileiros ilustres este jornal rende uma homenagem à força e às virtudes da nova fornada mamaluca. São nomes de literatos, jornalistas, cientistas, políticos, esportistas, artistas e industriais. Todos eles figuram entre os que impulsionam e nobilitam neste momento a vida espiritual e material de São Paulo.

Brás, Bexiga e Barra Funda não é uma sátira.































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Thursday, October 07, 2004

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Como Dizia Meu Pai

Fernando Sabino

 

JÁ SE TORNOU HÁBITO MEU, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:

        — Como dizia meu pai...

        Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.

        De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — insensivelmente vou me tornando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi.

        Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma idéia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim.

        — No fim tudo dá certo...

        Ainda ontem eu tranqüilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso:

        — Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.

        Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.

        Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma bóia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvesse sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje.

        Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.

        — As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem.

        Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus - embora jamais fosse assim eloqüente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs:

        — O que não tem solução, solucionado está.

        E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si.

        Às vezes seus princípios pareciam confundir-se com os da própria sabedoria mineira: esperar pela cor da fumaça, não dar passo maior do que as pernas, dormir no chão para não cair da cama. Os dele eram mais singelos:

        — Mais vale um apertinho agora que um apertão o resto da vida.
 
        — Negócio demorado acaba não saindo.

        — Dinheiro bom em coisa boa.

        — Antes de entrar, veja por onde vai sair.

        Um dia me disse, ao me surpreender tentando armar um brinquedo qualquer com mãos desajeitadas:

        — Meu filho, tudo que é bem feito se faz com os dedos, não com as mãos.

        Tenho tido ocasião ao longo da vida de observar como é procedente este seu ensinamento. A mão é grossa, pesada, insensível. Se não fossem os dedos de nada serviria, a não ser para dar bofetadas. Os dedos são refinados, sensitivos, e a eles devemos tudo o que é bem feito e acabado: do mais requintado trabalho manual às mais complicadas operações, da mais fina sensação do tacto à mais terna das carícias.

        — Se o cafezinho foi bom, melhor não aceitar o segundo: será sempre pior que o primeiro.
Como tudo mais nessa vida: uma viagem, uma mulher: não repetir, pois a emoção jamais será a mesma da primeira vez. E não desanimar, pois se nascemos nus e estamos vestidos, já estamos no lucro. Nada neste mundo é cem por cento perfeito. Se contamos com mais de cinqüenta por cento, também já estamos no lucro. Quando conseguimos o que é apenas bom, naturalmente devemos continuar aspirando o melhor, se possível - mas perfeição absoluta, só Deus. E creio que Seu Domingos, homem íntegro, reto e temente a Deus, hoje em Sua companhia, não consideraria sacrilégio comentar, naquele seu jeito ladino:

        — E assim mesmo, olhe lá...


        Seus conselhos eram de tamanha simplicidade que tinham a força de provérbios nascidos da voz do povo: nada como um dia depois do outro, um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, tudo tem seu tempo. Fosse ele influenciado por leituras piedosas, poderíamos mesmo detectar, aqui e ali, vestígios de inspiração bíblica: tempo de semear, tempo de colher...

        — É o que nos acontece.

        Há uma diferença sutil entre admitir que as coisas são como são, não como deviam ser, e reconhecer que é o que nos acontece. Aqui, o comentário não pretendia refletir a impossibilidade de modelar (com os dedos) os fatos de acordo com a nossa vontade, mesmo que esta esteja certa. Exprime antes a humilde aceitação da nossa precária condição humana, como frágeis criaturas de Deus. Procura se solidarizar com a desgraça alheia, como a dizer que também estamos sujeitos a ela, somos todos irmãos na mesma atribulação. É o que nos acontece.

        Portanto, alegremo-nos! Uma amiga minha, que não o conheceu, busca nele se inspirar quando afirma, sempre que se vê diante de algum contratempo:

        — Antes de mais nada, fica estabelecido que ninguém vai tirar o meu bom humor.

        Acabei levando esta disposição de minha amiga às últimas conseqüências: o mais importante é não perder a capacidade de rir de mim mesmo. Como Cartola e Carlos Cachaça naquele samba, às vezes dou gargalhadas pensando no meu passado.. . E cada vez acredito mais no ensinamento recebido não sei se de meu pai ou diretamente de Confúcio, segundo o qual há várias maneiras de realizar um desejo, sendo uma delas renunciar a ele. Como adverte outro sábio, se desejamos obstinadamente alguma coisa, é melhor tomar cuidado, porque pode nos suceder a infelicidade de consegui-la.

        Tudo isso que de uns tempos para cá vem me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado:

        Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro.

        Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz.

        Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom.


O texto acima foi publicado originalmente no livro "
A Volta por Cima" e extraído de "Fernando Sabino - Obra Reunida, Vol. III", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1996, pág.611.








































































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Tuesday, October 05, 2004

Fofuxo!!! Adoro elefantes de pelúcia, quanto mais um cor de rosa!!!

posted by carolrosachoque at 23:47 | link | comments (1)

"Fiz o que quis e fiz com paixão.
Se a paixão estava errada, paciência.
Não fiquei vendo a vida passar,
sempre acompanhei o desfile".

(Mario Lago)




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Você tem uma prancha de surf ? O Frankstein

Eu não vou furar. O Juca Kfouri.

Você corta madeira ? A Adriana Lima

Coube dinheiro no seu bolso ? No do Juscelino Koubcheck.

Quem é o pai da Malu Mader ?  O pai da Malu Mader é o Malu Fader.

Aquilo todo mundo viu. Até o Clodovil.

Eu pulo do barranco. O Luciano do Valle.

Todo mundo só morre uma vez. Mas a Alanis Morrissete.

Você já morou nos EUA? A Marylin Monroe.

Ao ver uma modelo você fala: bonita. O Miguel Falabella.

Você faria papel de trouxa ? A Betty Faria.

Ninguém queria pagar a conta. A Cássia Kiss.

Eu acordo mais tarde do que deveria. E o Edir Macedo.

Eu pinto paredes. E o Jânio Quadros.

Eu estou perto de casa. O Silvester Stalonge.

Tem gente que cuida bem do carro. O Tim Maia.

O Pateta usa o teclado. E o Mickey Mouse.

Eu escovo os dentes 3 vezes ao dia. O Joazinho Trinta.

Você já esteve na Europa ? A Adriana Esteves.

Eu fumo. E o Celso Pitta.

Eu faço túmulos. O Mário Covas.

Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.

Eu como pão Seven Boys. O Bill Pullman.

Às vezes eu corto o cabelo. O José Serra.

Você usa telefone convencional. O Edson Celulari.

Vocês podem não tá nem aí. Mas o Faustão.

Eu coleciono terços. O Silvio Santos.

Eu sou velho, o Anthony Garotinho.

Você riu dessas piadas ? Não ? Pois é, o Damon Hill.

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Bolsa muito fofa!!! A*M*E*I!!!

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Horóscopo das Flores

CAMPAINHA-IMPERIAL
(de 6/1 a 2/2 )

Com delicadas flores em forma de taça, essa
planta se desenvolve muito
bem em temperaturas amenas e em lugares
ensolarados, além de se adaptar a
qualquer tipo de solo. As pessoas nascidas
sob o signo de
Campainha-Imperial são, a exemplo da flor
que as simboliza, extremamente
adaptáveis e amantes da luz e do calor.
Buscam relacionamentos intensos e
têm o dom de transformar os obstáculos em
valiosas oportunidades de
comprovar o próprio valor e alcançar a
vitória. Às vezes, mostram-se
distraídas e até meio relapsas, mas esse
alheamento nada mais é do que a
expressão de uma mente criativa e
incansável, eternamente empenhada na
busca de novos horizontes. Para
transformarem seus sonhos em realidade,
precisam aprender a ter mais persistência e
a agir de forma mais objetiva.

FLOR-DE-LÓTUS
(de 3/2 a 1/3 )

Essa flor, que brota na lama e se eleva
para o céu por meio de um caule
compridíssimo, é o símbolo da pureza no
Oriente. Na Atlântida, representava
a essência pura que existe no íntimo de cada
ser. As pessoas nascidas sob o
signo de Flor-de-Lótus são sensíveis e
intuitivas, embora tendam a adotar
um comportamento rígido e objetivo no dia-a-
dia. São emocionalmente
vulneráveis e magoam-se com facilidade, mas
sabem esconder muito bem esses
sentimentos.
Gostam de ajudar os outros e podem se
sacrificar pelo bem-estar dos entes
queridos. Para serem felizes, querem estar
em paz e em harmonia com todos
que fazem parte de suas vidas.

NARCISO
(de 2/3 a 21/3 )

Conta-se que essa flor, tão rara nos dias
de hoje, espalhava-se por todos
os jardins atlantes. As pessoas que nascem
sob o signo de Narciso
destacam-se por sua habilidade em se
comunicar, pela simpatia e pelo jogo
de cintura que lhes permite sair-se bem nas
mais diversas situações. São
pacientes e, quando necessário, agem com uma
boa dose de ousadia, o que
lhes garante sucesso em vários
empreendimentos.

VIOLETA
(de 22/3 a 20/4 )

A delicadeza é a principal qualidade
associada a essa flor. Por isso, as
pessoas que nascem sob o signo de Violeta
são discretas, adaptam-se a
quaisquer circunstâncias e gostam de ajudar
os outros, sem jamais esperar
recompensas. Podem ter aparência vulnerável,
mas possuem força de vontade
férrea e grande firmeza de espírito. Não
toleram mentiras, traições,
demonstrações de egoísmo ou ambição
excessiva.

HIBISCO
(de 24/4 a 10/5 )

Semelhante a uma taça, a flor hibisco tem
uma forma original e
harmoniosa. Pode ser branca, rosada, amarela
ou vermelha. As pessoas que
nascem sob o signo de Hibisco são originais,
abertas a novas experiências,
organizadas e extremamente comprometidas com
o aprimoramento pessoal.
Gostam de manter um convívio social amplo,
são vaidosas e se preocupam em
obter o reconhecimento dos outros.


ESPOREIRA
(de 11/5 a 31/5 )

Azuis e pequeninas, as flores da esporeira
se assemelham a pequenos
golfinhos, presos a caules firmes e eretos.
As pessoas que nascem sob este
signo são fortes, determinadas e dignas,
fazem questão de ter seu valor
reconhecido e repudiam a falsidade e a
hipocrisia. Realistas, sabem agir
com serenidade e bom senso, mas nem por isso
deixam de lado seus ideais e
seus sentimentos mais elevados. São
obstinadas, batalhadoras e dotadas de
grande energia e força de vontade.

FLOR-DE-MARACUJÁ
(de 1/6 a 23/6 )

Para os atlantes, essa flor é o símbolo da
dualidade da natureza. As
pessoas que nascem sob o signo de Flor-de-
Maracujá podem ser bastante
duais. Às vezes, aparentam uma determinada
coisa, embora tenham uma
essência absolutamente oposta. São falantes
e decididas, mas às vezes se
retraem e deixam de agir porque receiam
errar. Podem encontrar a felicidade
quando conseguem estabelecer um ponto de
equilíbrio entre as energias
opostas que agem em sua personalidade.

ORQUÍDEA
(de 24/6 a 11/7 )

A orquídea é uma planta que depende das
outras para sobreviver, pois suas
raízes não se prendem ao solo. Mesmo assim,
ela consegue manter sua
independência e é dotada de beleza
exuberante. As pessoas que nascem sob o
signo de Orquídea lutam para ser livres e
para viverem com independência e
autonomia. Mas, para alcançarem seus
objetivos, precisam perder o medo da
solidão e não devem se preocupar tanto com
as opiniões dos outros. Apreciam
o luxo, o conforto e a harmonia. Podem
enriquecer com um golpe de sorte e
tendem a ser muito favorecidas pelo destino.

LÍRIO
(de 12/7 a 5/8 )

As propriedades alucinógenas da flor do
lírio fizeram dessa planta um
símbolo da magia para muitas civilizações,
inclusive a atlante. Além disso,
essa flor está associada à pureza e à
dignidade. As pessoas que nascem sob
o signo de Lírio são dotadas de caráter
nobre. Comportam-se com retidão,
firmeza e coerência. Não gostam de julgar
nem de serem julgadas, pois
acreditam que cada um tem o direito de errar
e que não cabe a ninguém
avaliar o que é certo ou errado. São
práticas, objetivas e sensatas, mas
também apresentam um lado emotivo bastante
forte.

PAPOULA
(de 6/8 a 28/8 )

Essa flor de cores brilhantes é a fonte do
extrato usado para preparar o
ópio. As pessoas nascidas sob o signo de
Papoula gostam de viver em ritmo
de aventura. São otimistas, alegres e fazem
questão de disseminar energia
positiva e alto astral por onde quer que
passem. Estão sempre em busca de
novidades e não se lamentam quando algo dá
errado, pois acreditam na
importância de aprender com as experiências.
Buscam avidamente os novos
conhecimentos e colocam paixão em tudo que
fazem. Tendem a exercer
verdadeiro fascínio sobre o sexo oposto, mas
podem se comportar de um jeito
bastante instável nos relacionamentos
amorosos.

ROSA
(de 29/8 a 23/9 )

Na Atlântida, a rosa era o símbolo da
intensidade e do prazer de viver.
Assim, as pessoas que nascem sob o signo de
Rosa são ternas, afetuosas,
verdadeiras e intensas. Buscam a plenitude
em tudo o que fazem e jamais
fogem dos desafios, pois sentem uma profunda
alegria em vencer os
obstáculos. Sabem extrair o melhor de cada
experiência e jamais perdem
tempo lamentando ou reclamando de alguma
coisa. Apreciam elogios, mas não
fazem nada para se sobressair. Generosas,
gostam de fazer os outros felizes
e ficam na expectativa de colher amor e
gratidão.

CRISÂNTEMO
(de 24/9 a 18/10 )

A justiça e a nobreza de caráter são os
atributos associados a essa flor,
cuja origem se perde no tempo. As pessoas
nascidas sob o signo de
Crisântemo são justas e querem ver a
harmonia e o equilíbrio disseminados
pelo mundo. Apreciam a beleza, a
organização, o equilíbrio estético e o
requinte. São extremamente elegantes e se
comportam com discrição e charme.
Precisam apenas controlar a tendência de
querer mudar os outros, pois nem
sempre aquilo que consideram como sendo o
melhor serve de exemplo para os
demais.

DEDALEIRA
(de 19/10 a 7/11 )

Essa flor nasce em forma de cachos e é
fonte de alguns extratos
medicinais. As pessoas nascidas sob o signo
de Dedaleira são enérgicas,
cheias de vida e boa vontade. Sonham vencer
na vida e não se cansam de
lutar por seus objetivos, mas às vezes
perdem oportunidades valiosas
simplesmente porque não aceitam se curvar
diante de regras impostas pelos
superiores. Agem de maneira sempre gentil,
calorosa e correta. No amor,
tendem a revelar um certo romantismo, embora
nem sempre se mantenham fiéis
a uma só pessoa.

ÍRIS
(de 8/11 a 12/12 )

Na Atlântida, essa flor era o símbolo do
trabalho e da dedicação. As
pessoas nascidas sob o signo de Íris tendem
a ser esforçadas e podem se
sair muito bem em cargos de liderança, pois
sabem exercer o poder sem
resvalar para o autoritarismo. Dotadas de
uma intuição apurada e de uma
inteligência aguda, são capazes de captar as
verdades que se ocultam muito
além das aparências. Persuasivas, quase
sempre convencem os outros a
fazerem exatamente aquilo que elas querem.
Embora pareçam acessíveis e
extrovertidas, sabem guardar muito bem os
próprios sentimentos e desejos.
Têm horror a conflitos e sempre optam pelo
caminho do entendimento e da
conciliação.

MANDRÁGORA
(de 13/12 a 5/1 )

Símbolo da magia, essa flor tem uma forma
que lembra a silhueta de um
corpo humano. É fonte de uma substância
capaz de induzir a transes
hipnóticos, ou estados alterados de
consciência, muito úteis à prática de
magia. As pessoas que nascem sob o signo de
Mandrágora são espiritualmente
elevadas e estão sempre em busca do sentido
mais profundo da vida e da
existência. Não gostam da rotina, do senso
comum, da mediocridade. Têm uma
natureza intensa e apaixonada, ainda que
aparentem uma certa frieza e façam
questão de impor algum distanciamento às
pessoas em geral. É preciso
conhece-las bem para saber lhes dar o devido
valor.



































































































































































































































































































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Saturday, October 02, 2004

posted by carolrosachoque at 13:28 | link | comments (1)

Obscenidades para uma dona-de-casa

Ignácio de Loyola Brandão

 

Três da tarde ainda, ficava ansiosa. Andava para lá, entrava na cozinha, preparava nescafé. Ligava televisão, desligava, abria o livro. Regava a planta já regada, girava a agenda telefônica, à procura de amiga a quem chamar. Apanhava o litro de martíni, desistia, é estranho beber sozinha às três e meia da tarde. Podem achar que você é alcoólatra. Abria gavetas, arrumava calcinhas e sutiãs arrumados. Fiscalizava as meias do marido, nenhuma precisando remendo. Jamais havia meias em mau estado, ela se esquecia que ele é neurótico por meias, ao menor sinal de esgarçamento, joga fora. Nem dá aos empregados do prédio, atira no lixo.

Quatro horas, vontade de descer, perguntar se o carteiro chegou, às vezes vem mais cedo. Por que há de vir? Melhor esperar, pode despertar desconfiança. Porteiros sempre se metem na vida dos outros, qualquer situação que não pareça normal, ficam de orelha em pé. Então, ele passará a atenção no que o carteiro está trazendo de especial para a mulher do 91 perguntar tanto, com uma cara lambida. Ah, aquela não me engana! Desistiu. Quanto tempo falta para ele chegar? Ela não gostava de coisas fora do normal, instituiu sua vida dentro de um esquema nunca desobedecido, pautara o cotidiano dentro da rotina sem sobressaltos. Senão, seria muito difícil viver. Cada vez que o trem saía da linha, era um sofrimento, ela mergulhava na depressão. Inconsolável, nem pulseiras e brincos, presentes que o marido trazia, atenuavam.

Na fossa, rondava como fera enjaulada, querendo se atirar do nono andar. Que desgraça se armaria. O que não diriam a respeito de sua vida. Iam comentar que foi por um amante. Pelo marido infiel. Encontrariam ligações com alguma mulher, o que provocava nela o maior horror. Não disseram que a desquitada do 56 descia para se encontrar com o manobrista, nos carros da garagem? Apenas por isso não se estatelava alegremente lá embaixo, acabando com tudo.

Quase cinco. E se o carteiro atrasar? Meu deus, faltam dez minutos. Quem sabe ela possa descer, dar uma olhadela na vitrine da butique da esquina, voltar como quem não quer nada, ver se a carta já chegou. O que dirá hoje? Os bicos dos teus seios saltam desses mamilos marrons procurando a minha boca enlouquecida. Ficava excitada só em pensar. A cada dia as cartas ficam mais abusadas, entronas, era alguém que escrevia bem, sabia colocar as coisas. Dia sim, dia não, o carteiro trazia o envelope amarelo, com tarja marrom, papel fino, de bom gosto. Discreto, contrastava com as frases. Que loucura, ela jamais imaginara situações assim, será que existiam? Se o marido, algum dia, tivesse proposto um décimo daquilo, teria pulado da cama, vestido a roupa e voltado para casa da mãe. Que era o único lugar para onde poderia voltar, saíra de casa para se casar. Bem, para falar a verdade, não teria voltado. Porque a mãe iria perguntar, ela teria que responder com honestidade. A mãe diria ao pai, para se desabafar. O pai, por sua vez, deixaria escapar no bar da esquina, entre amigos. E homem, sabe-se como é, é aproveitador, não deixa escapar ocasião de humilhar a mulher, desprezar, pisar em cima.

As amigas da mãe discutiriam o episódio e a condenariam. Aquelas mulheres tinham caras terríveis. Ligou outra vez a tevê, programa feminino ensinando a fazer cerâmica. Lembrou-se que uma das cartas tinha um postal com cenas da vida etrusca, uma sujeira inominável, o homem de pé atrás da mulher, aquela coisa enorme no meio das pernas dela. Como podia ser tão grande? Rasgou em mil pedaços, pôs fogo em cima do cinzeiro, jogou tudo na privada. O que pensavam que ela era? Por que mandavam tais cartas, cheias de palavras que ela não ousava pensar, preferia não conhecer, quanto mais dizer. Uma vez, o marido tinha dito, resfolegante, no seu ouvido, logo depois de casada, minha linda bocetinha. E ela esfriou completamente, ficou dois meses sem gozar.

Nem dizia gozar, usava ter prazer, atingir o orgasmo. Ficou louca da vida no chá de cozinha de uma amiga, as meninas brincando, morriam de rir quando ouviam a palavra orgasmo. Gritavam: como pode uma palavra tão feia para uma coisa tão gostosa? Que grosseria tinha sido aquele chá, a amiga nua no meio da sala, porque tinha perdido no jogo de adivinhação dos presentes. E as outras rindo e comentando tamanhos, posições, jeitos, poses, quantas vezes. Mulher, quando quer, sabe ser pior do que homem. Sim, só que conhecia muitas daquelas amigas, diziam mas não faziam, era tudo da boca para fora. A tua boca engolindo inteiro o meu cacete e o meu creme descendo pela tua garganta, para te lubrificar inteira. Que nojenta foi aquela carta, ela nem acreditava, até encontrou uma palavra engraçada, inominável. Ah, as amigas fingiam, sabia que uma delas era fria, o marido corria como louco atrás de outras, gastava todo o salário nas casas de massagens, em motéis. E aquela carta que ele tinha proposto que se encontrassem uma tarde no motel? Num quarto cheio de espelhos, para que você veja como trepo gostoso em você, enfiando meu pau bem no fundo. Perdeu completamente a vergonha, dizer isso na minha cara, que mulher casada não se sentiria pisada, desgostosa com uma linguagem destas, um desconhecido a julgá-la puta, sem nada a fazer em casa, pronta para sair rumo a motéis de beira de estrada. Para que lado ficam?

Vai ver, um dos amigos de meu marido, homem não pode ver mulher, fica excitado e é capaz de trair o amigo apenas por uma trepada. Vejam o que estou dizendo, trepada, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Caiu em si raciocinando se não seria alguém a mando do próprio marido, para averiguar se ela era acessível a uma cantada. Meu deus, o que digo? Fico transtornada com estas cartas que chegam religiosamente, é até pecado falar em religião, misturar com um assunto deste, escabroso. E se um dia o marido vier mais cedo para casa, apanhar uma das cartas, querer saber? Qual pode ser a reação de um homem de verdade, que se preze, ao ver que a mulher está recebendo bilhetes de um estranho? Que fala em coxas úmidas como a seiva que sai de você e que eu provoquei com meus beijos e com este pau que você suga furiosamente cada vez que nos encontramos, como ontem à noite, em pleno táxi, nem se importou com o chofer que se masturbava. Sua louca, por que está guardando as cartas no fundo daquela cesta? A cesta foi a firma que mandou num antigo natal, com frutas, vinhos, doces, champanhe. A carta dizia deixo champanhe gelada escorrer nos pêlos da tua bocetinha e tomo em baixo com aquele teu gosto bom. Porcaria, deixar champanhe escorrer pelas partes da gente. Claro, não há mal, sou mulher limpa, de banho diário, dois ou três no calor. Fresquinha, cheia de desodorante, lavanda, colônia. Coisa que sempre gostei foi cheirar bem, estar de banho tomado. Sou mulher limpa. No entanto, me pediu na carta: não se esfregue desse jeito, deixe o cheiro natural, é o teu cheiro que quero sentir, porque ele me deixa louco, pau duro. Repete essa palavra que não uso. Nem pau, nem pinto, cacete, caralho, mandioca, pica, piça, piaba, pincel, pimba, pila, careca, bilola, banana, vara, trouxa, trabuco, traíra, teca, sulapa, sarsarugo, seringa, manjuba.

Nenhuma. Expressões baixas. A ele, não se dá nenhuma denominação. Deve ser sentido, não nomeado. Tem gente que adora falar, gritar obscenidades, assim é que se excitam, aposto que procuram nos dicionários, para encontrar o maior número de palavras. Os homens são animais, não sabem curtir o amor gostoso, quieto, tranqüilo, sem gritos, o amor que cai sobre a gente como a lua em noite de junho. Assim eram os versinhos no almanaque que a farmácia deu como brinde, no dia dos namorados. Tirou o disco da Bethânia, comprou um LP só por causa de uma música, Negue. Ouvia até o disco rachar, adorava aquela frase, a boca molhada ainda marcada pelo beijo seu. Boca marcada, corpo manchado com chupadas que deixam marcas pretas na pele. Coisas de amantes. Esse homem da carta deve saber muito. Um atleta sexual. Minha amiga Marjori falou de um artista da televisão. Podia ficar quantas horas quisesse na mulher. Tirava, punha, virava, repunha, revirava, inventava, as mulheres tresloucadas por ele. Onde Marjori achou estas besteiras, ela não conhece ninguém de tevê?

Interessa é que a gente assim se diverte. Se bem que se possa divertir, sem precisar se sujeitar a certas coisas. Dessas que a mulher se vê obrigada, para contentar o marido e ele não vá procurar outras. Que diabo, mulher tem que se impor! Que pensam que somos para nos utilizarem? Como se fôssemos aparelhos de barba, com gilete descartável. Um instrumento prático para o dia-a-dia, com hora certa! Como os homens conseguem fazer barba diariamente, na mesma hora? Nunca mudam. Todos os dias raspando, os gestos eternos. É a impressão que tenho quando entro no banheiro e vejo meu marido fazendo a barba. Há quinze anos, ele começa pelo lado direito, o esquerdo, deixa o queixo para o fim, apara o bigode. Rio muito quando olho o bigode. Não posso esquecer um dia que os pelinhos do bigode me rasparam, ele estava com a cabeça entre as minhas pernas, brincando. Vinha subindo, fechei as pernas, não vou deixar fazer porcarias deste tipo. Quem pensa que sou? Os homens experimentam, se a mulher deixa, vão dizer que sou da vida. Puta, dizem puta, mas é palavra que me desagrada. E o bigode faz cócegas, ri, ele achou que eu tinha gostado, quis tentar de novo, tive de ser franca, desagradável. Ele ficou mole, inteirinho, durante mais de duas semanas nada aconteceu. O que é um alívio para a mulher. Quando não acontece é feriado, férias. Por que os homens não tiram férias coletivas? Ia ser tão bom para as mulheres, nenhum incômodo, nada de estar se sujeitando. Na carta de anteontem ele comentava o tamanho de sua língua, que tem ponta afiada e uma velocidade de não sei quantas rotações por segundo. Esse homem tem senso de humor. É importante que uma pessoa brinque, saiba fazer rir. O que ele vai fazer com uma língua a tantas mil rotações? Emprestar ao dentista para obturar dentes? Outra coisa engraçada que a carta falou, só que esta é uma outra carta, chegou no mês passado, num papel azul bonito: queria me ver de meias pretas e ligas. Ridículo, mulher nua de pé no meio do quarto, com meias pretas e ligas. Nem pelada nem vestida. E se eu pedisse a ele que ficasse de meias e ligas? Arranjava uma daquelas ligas antigas, que meu avô usava e deixava o homem pelado com meias. Igual fazer amor de chinelos. Outro dia, estava vendo o programa do Sílvio Santos, no domingo. Acho o domingo muito chato, sem ter o que fazer, as crianças vão patinar, meu marido passa a manhã nos campos de várzeas, depois almoça, cochila, e vai fazer jockeyterapia. Ligo a televisão, porque o programa Sílvio Santos tem quadros muito engraçados. Como o dos casais que respondem perguntas, mostrando que se conhecem. O Sílvio Santos perguntou aos casais se havia alguma coisa que o homem tivesse tentado fazer e a mulher não topou. Dois responderam que elas topavam tudo. Dois disseram que não, que a mulher não aceitava sugestões, nem achava legal novidade. A que não topava era morena, rosto bonito, lábio cheio e dentes brancos, sorridente, tinha cara de quem topava tudo e era exatamente a que não. A mulher franzina, de cabelos escorridos, boca murcha, abriu os olhos desse tamanho e respondeu que não havia nada que ele quisesse que ela não fizesse e a cara dele mostrava que realmente estavam numa boa. Parece que iam sair do programa e se comer.

Como se pode ir a público e falar desse jeito, sem constrangimento, com a cara lavada, deixando todo mundo saber como somos, sem nenhum respeito? Há que se ter compostura. Ouvi esta palavra a vida inteira, e por isso levo uma vida decente, não tenho do que me envergonhar, posso me olhar no espelho, sou limpa por dentro e por fora. Talvez por isso me lave tanto, para me igualar, juro que conservo a mesma pureza de menina encantada com a vida. Aliás, a vida não me desiludiu em nada. Tive pequenos aborrecimentos e problemas, nunca grandes desilusões e nenhum fracasso. Posso me considerar realizada, portanto satisfeita, sem invejas, rancores. Sou uma das mulheres que as famílias admiram neste prédio. Uma casa confortável, bem decorada, qualquer uma destas revistas de onde tiro as idéias podia vir aqui e fotografar, não faria vergonha. Nossa, cinco e meia, se não voar, meu marido chega, o carteiro entrega o envelope a ele, vai ser um sururu. Prestem atenção, veja a audácia do sujo, me escrevendo, semana passada. (Disse que faz três meses que recebo as cartas? Se disse, me desculpem, ando transtornada com elas, não sei mais o que fazer de minha vida, penso que numa hora acabo me desquitando, indo embora, não suporto esta casa, o meu marido sempre na casa de massagens e na várzea, esses filhos com patins, skates, enchendo álbuns de figurinhas e comendo como loucos.) Semana passada o maluco me escreveu: Queria te ver no sururu, ia te pôr de pé no meio do salão e enfiar minha pica dura como pedra bem no meio da tua racha melada, te fodendo muito, fazendo você gritar quero mais, quero tudo, quero que todo mundo nesta sala me enterre o cacete.

Tive vontade de rasgar tal petulância, um pavor. Sem saber o que fazer, fiquei imobilizada, me deu uma paralisia, procurei imaginar que depois de estar em pé no meio da sala recebendo um homem dentro de mim, na frente de todos, não me sobraria muito na vida. Era me atirar no fogão e ligar o gás. Entrei em pânico quando senti que as pessoas poderiam me aplaudir, gritando bravo, bravo, bis, e sairiam dizendo para todo mundo: "sabe quem fode como ninguém? A rainha das fodas?" Eu. Seria a rainha, miss, me chamariam para todas as festas. Simplesmente para me ver fodendo, não pela amizade, carinho que possam ter por mim, mas porque eu satisfaria os caprichos e as fantasias deles. Situações horrendas, humilhantes, desprezíveis para mulher que tem um bom marido, filhos na escola, uma casa num prédio excelente, dois carros.

Apanho a carta, como quem não quer nada, olho distraidamente o destinatário, agora mudou o envelope, enfio no bolso, com naturalidade, e caminho até a rua, me dirijo para os lados do supermercado, trêmula, sem poder andar direito, perna toda molhada. Fico tão ansiosa, deve ser uma doença que me molho toda, o suco desce pelas pernas, tenho medo que escorra pelas canelas e vejam. Preciso voltar, desesperada para ler a carta. O que estará dizendo hoje? Comprei puropurê, tenho dezenas de latas de puropurê. Cada vez que desço para apanhar a carta, vou ao supermercado e apanho uma lata de puropurê. O gesto é automático, nem tenho imaginação de ir para outro lado. Por que não compro ervilhas? Todo mundo adora ervilhas em casa. Se meu marido entrar na despensa e enxergar esse carregamento de puropurê vai querer saber o que significa. E quem é que sabe?

É dele mesmo, o meu querido correspondente. Confesso, o meu pavor é me sentir apaixonada por este homem que escreve cruamente. Querer sumir, fugir com ele. Se aparecer não vou agüentar, basta ele tocar este telefone e dizer: "Venha, te espero no supermercado, perto da gôndola do puropurê." Desço correndo, nem faço as malas, nem deixo bilhete. Vamos embora, levando uma garrafa de champanhe, vamos para as festas que ele conhece. Fico louca, nem sei o que digo, tudo delírio, por favor não prestem atenção, nem liguem, não quero trepar com ninguém, adoro meu marido e o que ele faz é bom, gostoso, vou usar meias pretas e ligas para ele, vai gostar, penso que vai ficar louco, o pau endurecido querendo me penetrar. Corto o envelope com a tesoura, cuidadosamente. Amo estas cartas, necessito, se elas pararem vou morrer. Não consigo ler direito na primeira vez, perco tudo, as letras embaralham, somem, vejo o papel em branco. Ouça só o que ele me diz: Te virar de costas, abrir sua bundinha dura, o buraquinho rosa, cuspir no meu pau e te enfiar de uma vez só para ouvir você gritar. Não é coisa para mulher ler, não é coisa decente que se possa falar a uma mulher como eu. Vou mostrar as cartas ao meu marido, vamos à polícia, descobrir, ele tem de parar, acabo louca, acabo mentecapta, me atiro deste nono andar. Releio para ver se está realmente escrito isso, ou se imaginei. Escrito, com todas as palavras que não gosto: pau, bundinha. Tento outra vez, as palavras estão ali, queimando. Fico deitada, lendo, relendo, inquieta, ansiosa para que a carta desapareça, ela é uma visão, não existe e, no entanto, está em minhas mãos, escrita por alguém que não me considera, me humilha, me arrasa.

Agora, escureceu totalmente, não acendo a luz, cochilo um pouco, acordo assustada. E se meu marido chega e me vê com a carta? Dobro, recoloco no envelope. Vou à despensa, jogo a carta na cesta de natal, quero tomar um banho. Hoje é sexta-feira, meu marido chega mais tarde, passa pelo clube para jogar squash. A casa fica tranqüila, peço à empregada que faça omelete, salada, o tempo inteiro é meu. Adoro as segundas, quartas e sextas, ninguém em casa, nunca sei onde estão as crianças, nem me interessa. Porque assim me deito na cama (adolescente, escrevia o meu diário deitada) e posso escrever outra carta. Colocando amanhã, ela me será entregue segunda. O carteiro das cinco traz. Começo a ficar ansiosa de manhã, esperando o momento dele chegar e imaginando o que vai ser de minha vida se parar de receber estas cartas.

O texto acima, publicado em "Os Melhores Contos de Ignácio de Loyola Brandão", seleção de Deonísio da Silva, Global Editora — São Paulo, 1997, foi eleito por Ítalo Moriconi e consta do livro "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", Editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 471.































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Friday, October 01, 2004

"A verdade de outra pessoa
não está no que ela te revela,
mas naquilo que não te pode revelar.
Portanto, se quiseres
compreendê-la,
não escutes o que ela diz,
mas antes, o que não diz."

(Khalil Gibran)







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"Quem conhece os outros é inteligente.
Quem conhece a si mesmo é iluminado.
Quem vence os outros é forte.
Quem vence a si mesmo é invencível".

(Tao Te King, 33)




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"Se um dia tiver que escolher
entre o mundo e o amor...
Lembre-se: Se escolher o mundo,
ficará sem o amor,
mas se escolher o amor,
com ele conquistará o mundo"

Albert Einstein






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